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Glis:

 

Shaun Frandsen e Andrea Ashdown

 

 Discografia:

 

"Extract" Cd 2001

 

 

Liberta-te da dor e segue em frente

 

 

 

Mesmo com o enorme crescimento da música electrónica nos Estados Unidos, este país continua a ter um mercado mais orientado para o Rock. Apesar disso, novos projectos continuam a nascer, mostrar o seu enorme valor e dar um contributo significativo para que este estilo musical cresça ainda mais. Prova disso são os Glis. Shaun e And.rea, depois de algum amadurecimento a nível musical, fizeram finalmente a sua estreia com o álbum Extract. Fica aqui o testemunho de mais um projecto com enorme potencial, vindo directamente da terra do tio Sam.

 

 

 

 

nsi: Contas-nos a história dos Glis?

 

Shaun: Já programo há cerca de 5 anos, mas só comecei a fazê-lo de forma mais séria a partir do verão de 2000. Os Glis tomaram forma quando o Mike (o dono da ADSR) nos garantiu apoio se colocássemos uma parte vocal nas nossas músicas instrumentais. Foi assim que começamos a escrever as letras e a gravar a voz. Foi para nós um processo difícil, uma vez que nunca tínhamos gravado vozes. Passámos inúmeras horas até chegarmos à mistura desejada. Acho que uma das tarefas mais difíceis para um músico de electrónica é incorporar vozes na sua música, e conseguir fazê-lo bem. Depois de gravar várias demos de algumas das músicas de “Extract”, conseguimos acabá-lo na primavera de 2001....quase um ano mais tarde.

 

nsi: Em novembro foi lançado o vosso álbum de estreia “Extract”. Que mais nos podes dizer sobre este trabalho?

 

S: “Extract” é uma colecção de músicas que se baseiam nas negras e profundas experiências e emoções do nosso passado. Durante o processo de criação de “Extract”, foi nosso objectivo transcender espiritualmente o estado que o medo incute nas nossas mentes. Quisemos escapar dos demónios que nos impediam de viver a nossa liberdade. Temas como “Nightvision” e “My Cruelty” descrevem a forma como um vício nos pode corromper ou como alguém nos pode estragar a juventude. No fim de cada música a pessoa segue sempre em frente, conseguindo libertar-se da dor que lhe era infligida.

 

nsi: Como tem sido a reacção do público a este vosso primeiro trabalho?

 

S: Temos ouvido apenas respostas positivas e encorajamentos vindos de amigos músicos e de fãs. É bastante inspirador.

 

nsi: É fácil ser-se uma banda de synthpop nos Estados Unidos onde, por um lado, existem muitas bandas a fazer música electrónica mas, por outro, o mercado parece estar mais virado para uma onda rock?

 

S: Duvido que o synthpop volte a fazer ondas na cena da música moderna. A primeira razão é a América não considerar a música electrónica como sendo um movimento artístico, embora as tabelas estejam actualmente a ser dominadas pelo dito “rock não artístico”. Defendo o cruzamento de géneros musicais, o que me leva à segunda razão: o synthpop é um género de música que estagnou. A maioria das músicas de synthpop soam a versões dos Devo e dos Depeche Mode. A única salvação consiste em misturar o synthpop com outros géneros e isto implica a integração de bandas de hip-hop bem como de outras facções tabu desse estilo. Temos que ultrapassar os medos e os estigmas que criamos uns em relação aos outros de forma a seguirmos em frente. Assim, não é fácil ser-se rotulado de banda Americana de synthpop....é preferível ser-se do tipo “não especificado”.

 

nsi: Foram a banda de suporte dos VNV Nation e dos Icon of Coil num concerto em Seattle. Como correu o concerto?

 

And.rea: Ter tocado como os VNV Nation e com os Icon of Coil vai ficar sempre na minha memória. Embora se tenha tratado do nosso segundo espectáculo e logicamente estivéssemos um bocado ansiosos por actuar perante uma audiência tão grande, conseguimos tocar de uma forma que me agradou. Foi uma noite de inspiração e uma honra por ter aberto o espectáculo de pessoas tão talentosas. De facto, os VNV e os Icon deram nessa noite um tremendo espectáculo, de tal forma que não resistimos a ir vê-los a Vancouver BC no Canadá na noite seguinte. Foi bom relaxar e apreciar o espectáculo sem a adrenalina motivada pela nossa actuação.

 

nsi: Consideram os VNV Nation e os Icon of Coil como influências para a vossa música?

 

S: Penso que eles influenciaram algumas das nossas primeiras ideias, uma vez que começamos a fazer a nossa música na altura em que estas bandas se tornaram populares. Gostaria de conseguir escrever música da forma tão emocional e profunda como o Ronan dos VNV faz... deixo isso ao cuidado da Andrea. Icon of Coil tem uma sonoridade com a qual me identifico. Eles trabalham duro na programação da bateria e essa é uma das coisas que estou actualmente a fazer.

 

nsi: Que outras bandas vos influenciam?

 

A: A forma como escrevo as minhas músicas é influenciada por uma série de géneros: é praticamente impossível para mim limitar as minhas influências a um número razoável. Assim as bandas que me influenciam vão desde os Anything Box até aos Scooter, desde os Curve até aos Pet Shop Boys e desde Madona até Nitzer Ebb. Nos Glis eu centro a minha atenção na descoberta da mensagem que está por de trás da música para depois tentar transpô-la para as letras dos nossos temas. Assim, eu gosto de escutar aquilo que outros artistas ouvem nas músicas que eles escrevem e cantam. O trance desperta em mim as emoções mais fortes, é aquela que me dá mais gozo interpretar.

 

nsi: Estão a planear alguma digressão para promover “Extract”?

 

A: Por enquanto estamos a planear alguns espectáculos na costa oeste, mas ainda não temos nenhuma digressão em vista. Provavelmente só depois de acabarmos o nosso segundo álbum é que iremos fazer uma digressão. Acho que seria uma óptima oportunidade para levar a nossa música a mais pessoas bem como uma forma de conhecer o país. Sou de Illinois e gostaria de dar um concerto para os meus amigos de Chicago onde vivi durante 6 anos antes de vir para Seattle.

 

nsi: Tencionam algum dia tocar na Europa?

 

S: Claro, gostaríamos imenso mas ainda ninguém nos convidou.

 

 

Leonel Silva

(Março 2002)

Tradução: J. Macau

 

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