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"Porque eu sou do tamanho que penso e não do tamanho que sou"

 

 

 

Um espectáculo encenado e dirigido por Elizabete Magalhães, interpretado pelo grupo de dança da escola de 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico Nicolau Nasoni, com uma banda sonora original, criada especialmente para este espectáculo pelo projecto Ezylohm_Tek e uma apresentação informatizada realizada por Cristiano Carneiro.

 

 

Um espectáculo interpretado por adolescentes e pré-adolescentes entre os 10 e os 16 anos, também com a participação de uma professora e um psicólogo. A primeira apresentação realizou-se no dia 26 de Fevereiro, integrada no fórum “A Arte de se Aprender” desenvolvido pelo projecto Teatral Radical/Último Tempo do Teatro Nacional São João em parceria com a Câmara Municipal do Porto, no âmbito do Porto 2001. Uma apresentação que também era uma avaliação por parte dos responsáveis pelo projecto. O espectáculo voltou a repetir-se, diversas vezes, durante o ano lectivo.

 

O espectáculo é composto por 7 partes, 7 espaços distintos, 7 pequenas performances que ao princípio parecem distintas mas que no final nos fazem sentir uma forte ligação entre elas. Idade Interdita: a adolescência, fase transitória entre a infância e o tornar-se adulto, época de grandes dúvidas, grandes sofrimentos, grandes alegrias, grandes... sim, porque tudo é vivido de forma intensa. Cada momento, cada segundo, mesmo aqueles pequenos instantes que parecem desperdiçar-se são saboreados de tal forma que muitas vezes se está triste sem se saber porquê, alegre sem motivo aparente. É a idade da descoberta de Si, do Eu, da Identidade. É querer crescer e ter medo do que possa surgir com esse crescimento, querer ser independente e separar-se dos pais e ao mesmo tempo sofrer com esse desejo de autonomia, sentir-se abandonado e rejeitado, já não tão amado como em criança. É sentir-se como numa prisão, sem saber muito bem o que se está lá a fazer. É sentir-se controlado sem se conseguir agir segundo os seus desejos. É abrir-se para os outros de tal forma que se torna impossível perceber o que se sente. É estar só no meio de tantos outros. É viver freneticamente à procura de uma saída, à procura de alguém, é uma agitação, uma alegria que por vezes não passa de uma luta contra o sofrimento de se estar só consigo próprio. É viver preso a máquinas numa sociedade de informação que já não dá espaço para pensar no outro, para sentir o outro, para estar e viver com o outro. É ter que ser um adulto, por mais louco que isso pareça, pensar como ele, agir como ele, perder a simplicidade, a ingenuidade, a pureza dos sentimentos. São os 7 sonhos que estes jovens partilham connosco, sonhos comoventes que nos fazem pensar no que é ser-se Humano, que nos fazem reflectir e voltar a sentir e emocionar-nos ao vermos os corpos em movimento que nos dizem algo, que connosco comunicam, quase sem palavras, sentimentos e emoções que já nos pareciam esquecidas, perdidas na nossa infância... que não conseguiram passar essa barreira que é a Idade Interdita. É reconhecermo-nos, vermos o que somos e o que fomos, o que ganhámos e o que perdemos. É impossível não nos emocionarmos com este espectáculo que reflecte o que mais fundo vai dentro de nós. É o corpo agido, o corpo pensado, o corpo sentido ... o corpo vivido. É uma comunicação intersubjectiva, sem palavras, sem explicações, apenas com o movimento dos corpos e a música que completa o sonho, o sonho das nossas vidas.

 

Leonel Silva

 

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