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Titulo original: “The Last Temptation Of Christ”

Origem: E.U.A.

Data: 1988

Fotografia: Cores

De: Martin Scorsese

Com: Williem Dafoe, Harvey Keitel, Barbara Hershey, Harry Dean, David Bowie...

 

 

“ A dupla substância de cristo, foi sempre para mim, um mistério profundo e impenetrável. O Desejo apaixonado dos homens, tão humano, tão sobre humano, de chegar até Deus – ou mais exactamente, de voltar a Deus e de se identificarem com ele. Essa nostalgia, umas vezes tão misteriosa, outras tão real abriu em mim feridas, grandes feridas.”

 

Começa assim, esta fabulosa adaptação de livro do grego Nikos Kazantzakis (o mesmo de Zorba o Grego) escrito em 1954, romance que provocou grande polémica e a hostilidade da igreja ortodoxa Grega, e a sua inclusão no index pelo papa em 1954.

Uma crítica não menos pacífica recebeu, pela parte do público e pelos críticos de todo o mundo, Martin Scorsese com esta adaptação para tela.

Desde confrontos, ameaças e insultos dirigidos às pessoas envolvidas na produção e às que se encontravam nas salas de cinema.

Jesus (Williem Dafoe) é apresentado como alguém que conhece tudo que é humano. Judas (Harvey Keitel) representa a fé cega e o ódio ao Império Romano, nunca visto como um traidor mas como um bravo defensor da causa: A libertação do seu povo das garras de Roma.

Jesus fora prometido a madalena (Barbara Hershey) desde a infância, e ao atingir a idade matura questiona a sua verdadeira identidade: seria ele o filho de Deus? A ira apodera-se dele e recusa totalmente o destino que lhe fora traçado. Não queria ser mártir e jura crucificar todos os messias que aparecessem. Madalena tinha-se tornado prostituta devido à jura de celibato de Cristo. O jovem confuso isola-se no deserto e é posto à prova pelo demónio.

Interpretação coerente, moderna e realista da vida de Jesus. Williem Dafoe é o indicado para o papel, os seus olhos são inesquecíveis, reflectindo o medo e a revolta. Harvey Keitel também é fabuloso no papel de Judas. David Bowie tem uma curta participação como Pilatos, o representante de Roma na Galileia.

Fantástico e verosímil, diferente de todos os outros que mais se assemelham a contos infantis.

Não deixa de ser um filme religioso. Tem uma fotografia esplendida e um acompanhamento musical inesquecível a cargo de Peter Gabriel.

Considerado como blasfémia, mas a acusação não tem qualquer fundamento, o filme “peca” mais pela duração do que pela temática em si. Um filme a não perder.

 

Rui Oliveira

 

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