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Kraftwerk:

 

Ralf Hutter, Florian Schneider, Karl Bartos e Wolfgang Flur

 

Discografia:

 

"Kraftwerk 1" CD 1971

 

"Kraftwerk 2" CD 1972

 

"Ralf&Florian" Cd 1973

 

"Autobahn" Cd 1974

 

"Kouhoutek" Single 1974

 

"Autobahn" Single 1975

 

"Kometenmelodie 2"

Single 1975

 

"Radio-Activity" Cd 1975

 

"Radioactivity" Single 1975

 

"Trans-Europe Express" 

Cd 1977

 

" Trans-Europe Express" 

Single 1977

 

"Showroom Dummies" 

Single 1977

 

"The Man Machine" Cd 1978

 

"The Robots" Single 1978

 

"Neon Lights" Single 1978

 

"Computer World" Cd 1981

 

"Pocket Calculator" Single 1981

 

"The Model" Single 1982

 

"Tour de France" EP 1983

 

"Techno Pop" 

Cd  1983 (não foi editado)

 

"Electric Café" Cd 1986

 

"Musique Non-Stop" 

Single 1986

 

"The Telephone Call" 

Single 1987

 

"Trans-Europe Express" 

Single 1990

 

"The Mix" Cd 1991

 

"The Robots ('91 mix Germany)" Single 1991

 

"Robotronik" Single 1991

 

"The Best Of" Cd 1998

 

"Concert Classics" Cd 1998

 

"Autobahn Tour" Cd 1999

 

"Expo 2000" Single 2000

 

 

Olh'ó robot

 

Os Kraftwerk mais não fizeram do que pensar o futuro. Discreta artificie da electro pop, a banda de Düsseldorf constitui a fonte de toda a música de inspiração electrónica dos últimos 25 anos. Em 2000 voltaram com um novo single com a canção-tema da Expo de Hannover. Os robots tremeram mas não caíram...

 

Os pensadores crêem que a música electrónica nasceu com os Kraftwerk. A realidade mostra que a banda alemã foi pioneira na utilização de sintetizadores, teclados e, posteriormente, computadores na criação das suas músicas. A corrente estética do "homem máquina" lançada na década de 70, em Düsseldorf, pelos Kraftwerk influenciou uma quantidade de bandas um pouco por todo o Globo.

A música dos Kraftwerk penetrou e interveio na condução da cultura pop mundial. Abalou e afrontou alguns cépticos e puristas do mundo da música. Afinal era possível fazer-se música sem guitarras, baixo ou bateria.

Numa altura em que os computadores eram miragens, os Kraftwerk souberam utilizá-los de forma inteligente e prática. Criaram algumas das mais interessantes melodias no mundo da música e deram à luz um novo conceito musical. Com os Kraftwerk nascia a música electrónica.

 

Düsseldorf, 1970

 

Ralf Hütter e Florian Schneider criaram os Kraftwerk em 1970 na cidade de Düsseldorf. Os dois músicos conheceram-se num curso de improvisação no conservatório desta cidade alemã, em 1968. Por esta altura, criam os Organisation, projecto musical que mais não fazia do que improvisar recorrendo à ajuda dos teclados e maquinaria de Hütter e à flauta de Schneider. A formação contava ainda com mais três elementos.

Os Organisation duraram pouco tempo, mas a parceria entre os dois músicos haveria de se manter por mais algum tempo. Depois de alugarem um espaço num edifício dedicam o seu tempo à criação musical e à procura de novos sons. Hütter e Schneider necessitavam, porém, de mais músicos para a definição final do seu som. A recusa de grande parte dos candidatos marcou decisivamente o rumo da banda. Isto porque nenhum baterista conseguia encaixar a rigidez mecânica que Hütter e Schneider queriam para o som dos Kraftwerk.

Esta situação acabou por levar a banda de Düsseldorf a prescindir de bateria e a optar por uma unidade de ritmos mecânica, o que na altura era impensável. Em 1970, "Kraftwerk" assinala a estreia em vinil da banda. O sucesso foi moderado, no entanto suficiente para a Phillips aceitar gravar um novo trabalho.

Um ano depois, a banda lança "Kraftwerk 2", um álbum mais melódico que o anterior e que acabaria por lançar as bases para o futuro musical da banda. Com "Ralf&Florian", de 1973, dá-se, provavelmente, a primeira ruptura com o som abstracto dos primeiros registos. A melodia começava a conquistar os Kraftwerk.

 

Düsseldorf, 1974

 

A auto-estrada que haveria de conduzir os Kraftwerk até ao "synth-pop" surge em 1974 com o lançamento de "Autobahn", naquele que é considerado como o manifesto bíblico da electrónica ao serviço da música pop. Este álbum marca decisivamente a década de 70, em termos musicais e estéticos. O êxito foi imediato. Bowie confessou na altura ter vagueado numa auto-estrada alemã (o ex-líbris de uma Alemanha em desenvolvimento) ao som de "Autobahn".

Com "Radio-Activity", em 1976, a banda germânica entra (de forma decisiva) pelos domínios da pop electrónica cantada. Este álbum tentou ser um manifesto anti-nuclear, imbuído na noção de uma emissora de rádio. Sem ter tido o sucesso do anterior, "Radio-Activity" mostra uns Kraftwerk interessados em chegar a mais público e a outros mercados com o recurso à língua inglesa.

No ano seguinte, em 1977, surge "Trans Europe Express" e o regresso à ideia de identidade europeia e o corte (ou choque) com as tendências dançantes americanas, na qual se incluem o "electro" e a "house". Os progressos técnicos são também agora mais visíveis.

Em 1978, o mundo assiste ao nascimento da obra prima da electro-pop. "The Man Machine" é talvez o álbum mais requintado da banda, com músicas sóbrias e imaginativas que rompem com os conceitos da época que conduziam a música electrónica. Nesta altura, os Kraftwerk são uma metamorfose de si mesmos. Quatro robots replicam a imagem dos quatro membros do grupo e servem a editora em sessões promocionais e apresentações públicas. Wolfgang Flür e Karl Bartos são os dois outros membros da banda.

 

Os oitentas e o apagar da chama

 

Três anos depois surge "Computer World", registo que antecipa o uso do computador, a poucos meses do lançamento do PC pela IBM. Alguns dos registos deste trabalho antecipam algumas ideias ou temáticas que o techno haveria de abraçar mais tarde. A banda atinge ainda o top britânico com o tema "Computer Love".

A onda de seguidores do som dos Kraftwerk começa nesta altura a surgir com muito mais intensidade, as editoras começam a apostar em novas bandas interessadas em mostrar talento através do recurso à tecnologia. Muitas destas ultrapassam, inclusivamente, o sucesso comercial dos mestres de Düsseldorf.

Em 1983, o single "Tour de France" reforça a genialidade do quarteto alemão, mostrando uma grande vantagem intelectual em relação aos restantes seguidores. No entanto, um contratempo surge. Ralf Florian sofre um acidente de bicicleta o que impede a banda de lançar o trabalho seguinte "Techno Pop". Este álbum nunca verá a luz do dia.

Algumas das músicas são lançadas, em 1986, no registo seguinte "Electric Café", álbum que prima pelo experimentalismo e minimalismo, um retorno às origens e aos sons de "Autobahn".

Porém, descontente com os resultados de um álbum que demorou tanto tempo a produzir e a chegar ao mercado, Wolfgang Flür abandona o projecto. Pouco tempo depois, ao sentir pouco trabalho criativo por parte da banada, Karl Bartos decide afastar-se também. Os Kraftwerk voltam à formação original e ao fim de mais uma etapa.

 

Hannover, 2000

 

"The Mix" marca a entrada da banda nos anos 90, um álbum que revisita alguns dos temas antigos, reforçando-os com novas ambiências e estéticas, como o "house" e o "techno". Os Kraftwerk partem em digressão e incorporam na formação dois novos personagens: Fritz Hilpert e o português Fernando Abrantes, que haveria de ser substituído mais tarde por Henning Schmitz.

Só nos finais da década os Kraftwerk deram sinais de vida através de esporádicas actuações ao vivo em 1997. A incerteza toma conta da banda. Pioneiros do electrónico, criadores estéticos e mestres para toda uma geração, os Kraftwerk temem o futuro e receiam as comparações.

Somente em 2000, os Kraftwerk regressam com um novo single, encomendado pela Expo de Hannover. "Expo 2000" é o primeiro registo da banda em 14 anos, facto que nem por isso evitou que fosse ignorado pela maioria da comunicação social, inclusive na Alemanha.

Apesar de diferente, o single tem presente todas as marcas que fez dos Kraftwerk um caso ímpar na definição de uma corrente estética à escala global. No Outono, talvez os Kraftwerk regressem com um novo álbum de originais. Até lá ficam as recordações.

 

Jorge Oliveira

Jornalista

"Gritos Quase Nocturnos"

 

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