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Um filme, três histórias, o mesmo problema: o mundo das drogas. Visto sobre perspectivas diferentes, este filme, dá-nos a conhecer uma problemática tão actual e muitas vezes, também, demasiado próxima de nós. Criticado por muitos, por se tratar de um tema inúmeras vezes debatido no cinema, este filme merece contudo alguma atenção por parte do público.

 

Um filme de Steven Soderbergh com Michael Douglas, Don Cheadle, Benicio del Toro, Dennis Quaid, Catherine Zeta-Jones e Erika Christensen nos principais papéis.

 

A primeira história, a iniciar a longa metragem, desenrola-se no México, país latino conhecido pelo elevado tráfico de droga. Um carro com dois polícias esperam a chegada dum carregamento de droga ao seu país, depois de fazerem a apreensão e levarem os transportadores da mercadoria, são parados a meio do caminho pelo General Salazar e os seus guardas que tomam conta do produto e dos prisioneiros. A partir daqui os protagonistas iniciam a luta contra o tráfico na sua origem. A segunda história: um Juiz, nos Estados Unidos, é nomeado para ser responsável pelo combate às drogas. A filha, adolescente de 16 anos, que aparentemente tem tudo o que deseja na vida, inicia o seu consumo com amigos, na tentativa de procurar uma alternativa a vida que leva. Aqui também é desencadeada a luta contra o tráfico, o consumo e pela reabilitação. Finalmente o terceiro cenário, também este se desenvolve nos Estados Unidos, um grande empresário é feito prisioneiro pela brigada anti-droga que o vai buscar a sua casa perante os olhos intrigados dos vizinhos, o espanto e medo da mulher e do filho. Também aqui dois polícias protagonizam a luta contra os grandes traficantes. As três histórias estão interligadas, dão-nos a conhecer o percurso das drogas desde a sua origem até ao seu consumo, mas, apesar de se cruzarem, os protagonistas nunca chegam a entrar em cena em simultâneo. Apesar de lutarem pelo mesmo objectivo não chegam sequer a se conhecerem. Um bom filme que consegue juntar de uma vez só três fases do tráfico e consumo de drogas já diversas vezes retratadas no cinema mas nunca colocadas na mesma acção. Uma boa realização, apesar de ser necessário alguns minutos para nos conseguirmos adaptar a esta técnica dinâmica de fazer cinema, uma vez que a câmara está em movimento com as personagens. O filme poderia ser excelente não fosse aquele toque demasiado “americanóide” que encerra a película, com o discurso ridículo do Michael Douglas de nós é que somos bons e compreendemos todos os problemas e juntos vamos conseguir, completamente desnecessário.

 

 

Leonel Silva

 

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